Economia prateada: a bola da vez

Atualizado: 19 de fev.

JAN 07, 2022

Carlos Lopes - Diário do Comércio. Confira matéria original aqui.


Crédito: Flávia Bernardo / ALMG


Algumas pessoas após a aposentadoria querem desfrutar e usar o momento para descansar. Entre 2012 e 2021, 12,2 milhões de brasileiros ingressaram no grupo de pessoas com 60 anos ou mais. A expectativa é de que esse crescimento seja ainda mais acelerado nos próximos anos, com o maior envelhecimento da população brasileira. Atualmente, esse grupo soma mais de 37 milhões de pessoas. 


O crescimento da população idosa indica que a economia prateada já movimenta R$ 1,6 trilhão por ano. Esse número poderia ser maior se houvesse mais incentivo ao consumo para essa classe. Sabemos que parte dos comerciais ainda é voltada para o público jovem. A economia prateada é um mercado em ascensão que acompanha a maior tendência demográfica atual: o envelhecimento da população. O Brasil tem cada vez mais pessoas acima dos 60 anos que seguem muito mais ativas, produtivas e dispostas a consumir. Até 2050, o Brasil deve se tornar o 6º país com mais idosos no mundo.


Hoje em dia as pessoas acima de 60 anos não querem mais ser chamadas de idosas. Isso se chama longevidade ativa, um mercado  que até o momento infelizmente não  é muito explorado no Brasil. Segundo o  IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desde a década de 1950, essa faixa etária vem crescendo de forma importante. Esse movimento vai continuar crescendo, pois  somos um país que está envelhecendo e com pessoas que vão viver cada vez mais.


De acordo com um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), pessoas com mais de 65 anos são 17% da fatia dos 5% mais ricos, enquanto representam 4% da grande fatia de 40% mais pobres.


Já o Japão, onde tem muita gente com 100 anos ou perto disso, o mercado para tal público é bastante desenvolvido. Por exemplo, lá, há supermercados só para a economia prateada, com corredores mais largos e carrinhos com lupa. 


Portanto, é fundamental pensar em programas de lazer, baseados em culturas, viagens e serviços para qualidade de vida. Esse pessoal é muito mais exigente quanto ao conforto na hora de comer, na hora de dormir. Também é necessário pensar em serviços de acolhimento. Há o mercado de home care (cuidado em casa), e alguns fundos de investimentos compraram vários edifícios de flats em São Paulo para esse público, mas ainda são poucas vagas.

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