Empresas gaúchas se unem para investir no mercado 60+

Atualizado: 19 de fev.

JAN 05, 2022

Marta Sfredo - GZH. Confira matéria original aqui.


Especialistas em geriatria e plataforma focada nesse segmento querem desenvolver produtos e serviços inclusivos


De olho em pessoas a partir de 60 anos, que são hoje 19% da população gaúcha, os fundadores do Instituto Moriguchi —, Emilio Moriguchi, Berenice Werle e João Senger —, associados ao fundador da SeniorLab, Martin Henkel, vão lançar uma assessoria para empresas que queiram investir na geração prateada.


O Instituto Moriguchi opera como um centro de estudos sobre qualidade de vida estendida, enquanto a SeniorLab é uma plataforma especializada no mercado e no consumo da população de mais idade.


Segundo os desenvolvedores da operação, a ideia é unir essa experiência de mercado e fechar parcerias com indústrias e marcas para oferecer funcionalidades e produtos para o segmento. Na avaliação de Henkel, a operação está acelerando o desenvolvimento e lançamento de produtos que sejam mais adequados e funcionais para o "consumo maduro":


— Entramos com as marcas específicas trazendo a expertise, o branding e a assessoria técnica do Instituto Moriguchi. A indústria parceira entra fazendo o que sabe fazer melhor: produzir com alta qualidade e distribuir.


Estão em desenvolvimento ações focadas em alimentação, como um rótulo de vinhos com "características especiais" para o grupo, refeições com receitas que ajudam a explicar alguns fenômenos da longevidade, como azeite de oliva jovem, entre outros.


Os dados ajudam a entender o tamanho desse mercado. No país, essa fatia movimenta anualmente R$ 1,06 trilhão. Segundo dados da SeniorLab, no ano passado o grupo foi responsável por 22% do consumo de bens e serviços familiares. São, ainda, a principal ou única fonte de renda de 25% dos lares brasileiros.


— Em todos os segmentos, existem oportunidades para incluir o consumidor maduro. Na maioria das vezes, não significa desenvolver produtos "para" os 60+. Na nossa visão, o caminho é ajustar o foco "também" aos 60+. A ideia não é segmentar, é incluir — pontua Henkel.


O projeto planeja investir no segmento que foca no conforto e na usabilidade em segmentos que incluem cutelaria, calçados e utilidades para segurança do lar.

* Colaborou Camila Silva

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