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Mercado e a população 60+

AGO 24, 2022

Cristián Sepúlveda - O Norte de Minas. Confira matéria original aqui.


O número de pessoas com idade acima de 60 anos no Brasil cresceu 39,8% no período de dez anos e chegou a 31,2 milhões em 2021, segundo o IBGE. Empresa de estudos customizados com foco em varejo já apontou, em 2018, o perfil consumidor da população “60 mais” nas classes A, B e C, ao indicar que 26% da renda é destinada a supermercado, 24% a moradia e 18% à saúde. Os outros 32% estão distribuídos em lazer e bem-estar, tecnologia e vestuário.


Os números devem conduzir o mercado a buscar serviços e produtos que atendam a demanda específica desse grupo etário, que tem renda mensal estimada de R$2,6 mil, segundo o IBGE. O valor é R$ 1 mils a mais que a renda média mensal dos trabalhadores de outras idades.


O envelhecimento da população deve promover transformações importantes na sociedade e atrair a atenção de empresas para um mercado potencial na casa de R$2 trilhões. A constante mudança e evolução neste padrão de consumo impõe ao mercado uma revolução que nos obriga a rever e repensar os conceitos até agora estabelecidos. A quebra de crenças e tabus na longevidade abrirá portas e oportunidades.


A “Economia Prateada”, expressão usada para designar as atividades destinadas exclusivamente à população sênior, movimentou US$15 trilhões no mundo em 2020, valor maior que o Produto Interno Bruto (PIB) da China (US$14,7 trilhões). A movimentação no Brasil para produtos e serviços, para este segmento, atingiu cerca de R$2 trilhões.


O marketing ainda utiliza fórmulas que levam à infantilização e fragilização da pessoa sênior. Outro erro comumente ligado a este público é a associação às doenças. E ainda, ignoram a história e os hábitos desta geração.


O cenário mostra um crescente da população ‘60 mais’ com gosto definido e poder de compra. Neste sentido, as empresas precisam inovar para atender a demanda. Será fundamental que se preparem para interagir com os conceitos de Longevidade, e assim, construir uma relação de confiança com esta população. As pessoas envelhecem de formas diferentes e a cada etapa surgem características e especificidades. O mercado precisa estar aberto a aprender e se desenvolver com a população sênior, com escuta e empatia.


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