Onze municípios recebem o certificado internacional de Cidade Amiga do Idoso

MAR 28, 2022

Panará. Confira matéria original aqui.


Selo foi entregue pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 28 de maio para 22 cidades do Estado em duas categorias diferentes. O projeto é uma iniciativa conjunta da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou no dia 28 de maio, em cerimônia no Palácio Iguaçu, o certificado de Cidade Amiga do Idoso para 11 municípios paranaenses. Outras 11 localidades concluíram os planos para aderir ao processo, primeiro passo para a obtenção do selo internacional. Foto: Gilson Abreu/AEN


O Paraná deu mais um passo significativo na consolidação de políticas públicas voltadas exclusivamente para o cuidado com a terceira idade. O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou no dia 28 de maio, em cerimônia no Palácio Iguaçu, o certificado de Cidade Amiga do Idoso para 11 municípios paranaenses. Outras 11 localidades concluíram os planos para aderir ao processo, primeiro passo para a obtenção do selo internacional.

O projeto é uma iniciativa conjunta da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para incentivar a promoção de ações e políticas públicas a esta população, a participação ativa dos conselhos municipais da defesa dos direitos da pessoa idosa e a realização de ações para enfrentamento das vulnerabilidades.

O grupo se junta a Pato Branco, na Região Sudoeste, primeira cidade do Estado e terceira do País a receber o selo, ainda em 2018. Agora, das 18 cidades brasileiras que fazem parte da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, 12 são do Paraná.

“Esta é uma demonstração de que o Estado, juntamente com os municípios, está construindo políticas públicas de qualidade para a terceira idade, para cuidar dos nossos idosos”, afirmou Ratinho Junior.

Ele destacou que o Governo do Estado desenvolve uma série de ações voltadas para a população idosas, como cursos para aprender a usar smartphones e outros aparelhos tecnológicos, projetos de acessibilidade nas cidades, treinamento dos profissionais que atuam com esse público e o fortalecimento da estratégia de saúde da família.

Ratinho Junior citou ainda projetos pioneiros no Brasil, como a construção da Cidade do Idoso, em Irati, e o Viver Mais Paraná – condomínios exclusivos para idosos com casas adaptadas e espaços de uso comum dos moradores, como academia ao ar livre, ambulatório, biblioteca, centro de convivência, piscina térmica, biblioteca, horta comunitária e quiosques de jogos, além de visitas periódicas de médicos, enfermeiros, educadores físicos e assistentes sociais do município.

“A população está envelhecendo em razão do aumento da expectativa de vida e cada vez mais os agentes públicos precisam criar bons programas para amparar os nossos idosos”, disse. “Tudo isso tem sido construído nos últimos anos, e a agora é a consolidação desse trabalho com a chancela da OMS e da Opas”, ressaltou o governador.

Ariel Karolinski, coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da Opas, ressaltou que iniciativa do Governo do Estado vai ao encontro do que prevê a estratégia da instituição para uma cidade amiga do idoso. “Os condomínios do idoso são um bom exemplo de política pública de um estado que olha para o futuro e busca melhorar a vida dessa população”, disse.

Segundo ele, a OMS instituiu, no ano passado, a Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030. “As cidades precisam se preparar para atender as necessidades dessas pessoas, com uma resposta multissetorial que envolvam setores como o transporte, moradia, educação, trabalho, saúde e assistência social”, ressaltou Karolinski.

“O envelhecimento é um dos maiores desafios que os gestores públicos vão enfrentar daqui para a frente. A mudança no perfil demográfico vai impactar em todas as políticas, e agora é a oportunidade para os municípios se prepararem para acolher as pessoas na medida que elas envelhecem”, salientou a deputada federal Leandre Dal Ponte, titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados.

MUNICÍPIOS – Receberam o certificado internacional da OMS os municípios de Chopinzinho, Sulina, Itapejara d´Oeste, Dois Vizinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Realeza, Pérola do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, Renascença, Bom Sucesso do Sul e Santa Tereza do Oeste.

Já as cidades que concluíram os planos foram Salgado Filho, Vitorino, Capitão Leônidas Marques, Prudentópolis, Colombo, Capanema, Enéas Marques, Cascavel, Irati, Barracão, e Planalto. A partir de agora, elas também estão aptas à avaliação da Opas e da OMS para fazerem parte da Rede Global.

Uma das 11 novas cidades Amigas do Idoso, o município de Realeza, no Sudoeste, trabalha desde 2019 com ações práticas voltadas a esse público, como a implantação de um centro dia para receber idosos semi-dependentes que vivem sozinhos ou cujos familiares precisam se ausentar durante o dia.

“A grande preocupação hoje, além das crianças, é com o idoso. Nem todos os municípios estão preparados para isso, mas em Realeza já iniciamos há alguns anos o trabalho com esse público em busca sempre do melhor atendimento”, afirmou o prefeito Paulo Cezar Casaril. “Este reconhecimento vem coroar todo o trabalho da Secretaria de Assistência Social e do pessoal que trabalha para a implantação dessas políticas e se dedica em tempo integral a essa população que cresce a cada dia”.

Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu o diagnóstico e agora se prepara para a implantação das ações exigidas pela OMS. “Recebemos o reconhecimento estadual e vamos entregar o nosso projeto para a OMS, para ter o reconhecimento internacional de Cidade Amiga do Idoso. Já trabalhamos com o acolhimento, espaços de convivência, atendimento médico, geração de renda, entre outros”, ressaltou o prefeito Helder Lazarotto.

DIAGNÓSTICO – O primeiro passo para pleitear o reconhecimento de Cidade Amiga do Idoso é a elaboração de um diagnóstico sobre a realidade do município, com as principais necessidades e ações voltadas a essa população.

O Paraná conta com uma metodologia própria de diagnóstico, desenvolvida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em conjunto com as universidades estaduais e outras instituições, e baseada nos guias globais de Cidade Amiga do Idoso e das Cidades Amigas das Pessoas Idosas, da OMS.

A abordagem leva em conta as oito dimensões propostas pela OMS: Ambiente físico; Transporte e Mobilidade Urbana; Moradia; Participação; Respeito e Inclusão Social; Comunicação e Informação; Oportunidades de Aprendizagem; Saúde, Apoio e Cuidado.

“Com o diagnóstico, conhecemos a realidade desse público e formamos também uma escuta qualificada da população idosa, ouvindo quais são seus principais desafios e demandas. Nosso trabalho é fortalecer aquilo que é previsto pela Rede Global e fazer com que essas políticas sejam implementadas nos municípios”, explicou Adriana Santos de Oliveira, chefe do Departamento de Políticas para a Pessoa Idosa, da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf).

Entre os principais desafios, destacou ela, é que os municípios contem com uma infraestrutura acessível, espaços para pessoas de todas as idades, politicas para o envelhecimento saudável, educação e cultura que incluam a pessoa idosa. “São ações que perpassam todas as áreas, desde a casa pensada para pessoa idosa até ruas, bancos e supermercados adaptados para esse público”, afirmou.

ESTRATÉGIA NACIONAL – Paralelamente ao reconhecimento internacional, o Paraná avança para ter, até o fim do ano, 100% de adesão dos municípios à Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa (Ebapi). A iniciativa do governo federal tem como objetivo firmar o compromisso com a efetividade do Estatuto do Idoso, a garantia dos direitos da pessoa idosa em todos os setores, propondo políticas públicas a partir das especificidades da população e penalidades para as violações de direitos. Atualmente, 320 cidades (80%) já firmaram o pacto.

A Estratégia é uma rota contínua, ilimitada e direcionada com vistas à promoção do envelhecimento saudável, cidadão e sustentável da população, por meio de ambientes e serviços mais amigáveis às pessoas idosas. “É o primeiro passo para se chegar ao certificado internacional. Estamos trabalhando para chegar até o fim do ano com 100% do Paraná dentro da estratégia nacional”, disse Adriana de Oliveira.

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost reforçou que tornar o Paraná um amigo da pessoa idosa é uma das prioridades. “Reforçamos a promoção e integração de políticas públicas voltadas à qualidade de vida e dignidade da pessoa idosa, fazendo valer de fato do Estatuto do Idoso”, afirmou.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; os secretários de Estado da Saúde, Beto Preto; e do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, Augustinho Zucchi; o presidente da Cohapar, Jorge Lange; o superintendente-geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona; a professora da UTFPR Maria de Lourdes Bernartt, responsável pela metodologia do diagnóstico aplicado nos municípios; e os deputados estaduais Artagão Júnior, Boca Aberta Júnior e Pedro Paulo Bazana.

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