São Judas lança programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa na cidade de São Paulo

FEV 14, 2022

Erick Nogueira - Cidade e Saúde. Confira matéria original aqui.


Com realização do Instituto Ânima, o programa oferece mais de 6 mil vagas gratuitas em ações para idosos. O programa oferece cursos que abordam temas como inclusão digital, educação financeira e nutrição para a terceira idade.


O Instituto Ânima, em parceria com a Universidade São Judas que integra o Ecossistema Ânima Educação, lança em São Paulo o Programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa. A iniciativa, que terá duração de 24 meses, disponibilizará mais de seis mil vagas nas áreas de Saúde e Qualidade de Vida, Arte, Cultura, Gastronomia e entre outros, com o objetivo de reinserir a pessoa com 60 anos ou mais na universidade, incentivando a ressocialização de maneira digital, ativação da mente e o empreendedorismo. A qualificação pode ser feita de forma simples, online e sem sair de casa, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Para participar, o idoso precisa ter no mínimo 60 anos completos, morar na cidade de São Paulo e ter acesso a um dispositivo com internet.


Essa iniciativa é importante porque, em 2012, o número de idosos no Brasil era de 25,7 milhões, representação que teve aumento de 7,5 milhões de pessoas, chegando a 32,9 milhões em 2019, de acordo com dados do IBGE. Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que em 2030 o número de idosos seja maior do que de jovens entre 0 e 14 anos. Diante dessa realidade de envelhecimento populacional e a necessidade de pensar estratégias para oferecer mais qualidade de vida para essa parcela da população.


Os idosos terão à disposição uma variedade de atividades online para desenvolver novas competências, conexões e aprendizados. O projeto oferece 17 opções de oficinas e cursos, como Alfabetização, Inclusão Digital, Dança e Yoga, com carga horária de 8 a 10 horas (oficinas) e 16 a 20 horas (cursos), com atividades síncronas e assíncronas. As aulas são previamente gravadas e disponibilizadas em grupos exclusivos no WhatsApp para os participantes de cada ação, onde serão acompanhadas por professores e alunos que auxiliarão os idosos tirando dúvidas sobre os conteúdos, manuseio do aplicativo de mensagens e dificuldades que possam surgir durante o processo. Semanalmente serão realizados encontros de integração ao vivo, por meio de videochamada no WhatsApp, onde cada um falará sobre suas experiências, dificuldades e superações. As inscrições começarão ainda em fevereiro, com previsão de início para março de 2022.


Para Nelson Ferreira, 76 anos, que participou da Escola da Maturidade no curso de Educação Financeira oferecido pelo Instituto Ânima em parceria com a UNA, instituição de ensino superior do Ecossistema Ânima presente na cidade de Belo Horizonte e região, a iniciativa proporcionou muito aprendizado e a possibilidade de fazer novos amigos. “Fiz o curso durante o período de quarentena e isso me trouxe muito conhecimento, pois cuidava das despesas aleatoriamente, sem me preocupar com as minhas economias, de forma que meu dinheiro acabava rapidamente. Depois do curso eu aprendi a administrar minhas finanças e compras e ainda consigo reservar uma parte para fazer aplicações. Foi uma oportunidade de aprender por meio do WhatsApp, sem precisar sair de casa, e ainda conhecer outras pessoas”, relata Nelson.


Ao todo, a iniciativa beneficiou diretamente mais de 5.400 idosos e 27 mil indiretamente, universo que contempla familiares, amigos e todos que fazem parte da rotina dos participantes.


De acordo com a Gerente de Projetos do Instituto Ânima, Naiane Loureiro dos Santos, a Escola da Maturidade ativa uma gama de fatores que contribuem para a saúde e bem-estar do idoso. “Estar no ambiente escolar depois dos 60 anos para aprender sobre assuntos diversos, fazer amigos e expandir horizontes pode trazer benefícios para o corpo e para a alma. Esses efeitos atingem não só os idosos, que estão no papel de alunos, mas também os universitários e professores, que aprendem muito mais do que ensinam”, completa.


Na capital paulista, a ação foi aprovada pelo Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo, financiada pelo Fundo Municipal do Idoso, gerido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, com o apoio das empresas Porto Seguro, Livelo, Cielo, XP, ISA CTEEP, Bayer, Ticket, Consigaz, Banco Daycoval, Elgin, B3 e BASF, por meio de doação via Lei de Incentivo Fiscal.

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